A Venezuela recebeu na noite de sábado (10) a primeira remessa de insumos médicos doados pelo Brasil. O carregamento, de 40 toneladas, será destinado ao atendimento de pacientes do sistema público venezuelano, principalmente na área de hemodiálise.
A ajuda foi enviada após bombardeios dos Estados Unidos em Caracas, que atingiram o principal centro de distribuição de medicamentos do país, além do sequestro do presidente Nicolás Maduro. Cerca de 85 contêineres com insumos para diálise foram destruídos, provocando desabastecimento.
O material enviado pelo Brasil inclui mais de 100 mil kits de tratamento, dialisadores, cateteres e soluções médicas, com prioridade para crianças e idosos. A entrega faz parte de um plano anunciado pelo governo brasileiro para enviar, ao todo, 300 toneladas de medicamentos e equipamentos ao país vizinho.
Autoridades brasileiras e representantes da área de saúde venezuelana acompanharam a chegada da carga. Segundo o governo, a doação foi viabilizada com apoio de hospitais universitários e filantrópicos, sem comprometer os estoques do SUS.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.