A União Europeia está elaborando planos para impor sanções a empresas americanas em meio às repetidas ameaças do presidente Donald Trump de fazer com que a Groenlândia passe a fazer parte dos Estados Unidos por razões de "segurança nacional", segundo informou no sábado (10) o jornal The Telegraph, citando fontes.
Assim, gigantes tecnológicos como Meta*, Google, Microsoft e X poderiam ter suas operações restringidas no Velho Continente, assim como bancos e empresas financeiras dos EUA. Indica-se que a medida seria imposta se o presidente norte-americano rejeitasse a proposta de enviar tropas da OTAN para a ilha ártica, que faz parte do território da Dinamarca.
Envio de uma força militar da OTAN para a Groenlândia
De acordo com o jornal britânico, o Reino Unido está em negociações com aliados europeus sobre o envio de uma força militar para a Groenlândia, e os chefes militares estão elaborando planos para uma possível missão da Aliança no local. Autoridades britânicas se reuniram com seus homólogos de países como Alemanha e França nos últimos dias para iniciar os preparativos.
Os planos, ainda em fase inicial, poderiam envolver o envio de soldados, navios de guerra e aviões britânicos para "proteger a Groenlândia da Rússia e da China". As nações europeias esperam que o aumento significativo de sua presença no Ártico persuada Trump a abandonar sua ambição de anexar a ilha estratégica.
Outra medida mais extrema poderia ser expulsar o Exército americano de suas bases na Europa, negando-lhe um ponto de apoio fundamental para operações no Oriente Médio e em outros lugares, aponta o meio de comunicação.
A ilha mais cobiçada pelos EUA
- Trump está determinado a tornar a Groenlândia parte dos EUA "de um jeito ou de outro", argumentando que navios de diversas nações navegam perto da costa norte dos EUA, então Washington precisa "ter cuidado". "Sim, nós precisamos da Groenlândia. Precisamos dela para nossa defesa", insistiu Trump .
- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não faz sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar um dos três países da Commonwealth do Reino da Dinamarca."
- Em 3 de janeiro, Katie Miller, esposa do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, publicou uma imagem de um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a legenda "em breve".
- O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou a foto como "desrespeitosa" e reiterou que o país "não está à venda".
Mais tarde, o próprio Stephen Miller afirmou que "para que os Estados Unidos garantam a segurança da região do Ártico, para proteger e defender a OTAN e seus interesses, obviamente a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos".
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunirá na próxima semana com as autoridades da Dinamarca para discutir sobre a Groenlândia e uma hipotética intervenção militar naquele local.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
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