
'Cocaína rosa' se espalha pelos EUA, e usuários não sabem o que ela contém

Uma droga conhecida como "cocaína rosa" ou tusi está cada vez mais presente nos EUA, gerando grande preocupação entre as autoridades sanitárias, já que não se sabe exatamente o que ela contém.
Segundo a Axios em matéria publicada no sábado (11), apesar de seu apelido popular, essa droga geralmente não é cocaína, mas um coquetel perigoso de estimulantes, depressores e opióides, que podem ser misturados com outros medicamentos e corante rosa. Como não tem uma fórmula exata, nunca haverá dois lotes idênticos, o que aumenta consideravelmente o risco de overdose.

As sensações que pode provocar em quem a usa variam e vão desde euforia, aumento de energia e sociabilidade até melhora sensorial e abertura emocional. No entanto, outras pessoas podem apresentar percepção alterada, alucinações, ansiedade, paranóia, confusão e pensamentos estranhos.
Nos últimos anos, o tusi se tornou cada vez mais popular, sendo vendido em pequenas porções na Internet e sendo mencionado regularmente por diferentes artistas nas redes sociais. Neste contexto, as autoridades americanas anunciaram várias apreensões e registraram-se numerosas mortes entre os anos de 2020 e 2024 relacionadas com a "cocaína rosa".
Um efeito "instagrável"
De acordo com o professor Joseph J. Palamar, o contrabando do tusi é mais fácil, pois não precisa ser entregue como um produto acabado, mas pode ser recriado localmente com qualquer droga. Além disso, ele considera que a cor rosa chamativa lhe confere um efeito "instagrável", tornando-o mais popular.
O tusi surgiu na Colômbia no final da década de 2000 e início da década de 2010 como uma droga de festas e boates, que inicialmente continha traços da fenetilamina psicodélica 2C-B ou 2C. Posteriormente, os traficantes de drogas latinizaram o termo "2C" ("Two C”", pronunciando o novo produto como "tusi".
