Irã faz forte advertência aos EUA

Qualquer ataque dos EUA provocará represálias contra suas bases regionais e Israel, advertiu o porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Qalibaf.

Qualquer ataque de Washington contra o Irã desencadearia uma resposta militar iraniana contra Israel e as bases regionais dos EUA, declarou o porta-voz do Parlamento do país persa, Mohammad Qalibaf.

"Saiba que, em caso de um ataque contra o Irã, tanto os territórios ocupados quanto todas as bases militares e navios americanos na região serão alvos legítimos para nós", advertiu.

Além disso, Qalibaf advertiu que Teerã não se limitaria a uma posição defensiva passiva. "Com essas sinceras admissões de sua intenção de realizar uma agressão militar contra o Irã, não consideramos que nossa defesa se limite a reagir apenas após um ataque", afirmou, acrescentando que, com base em indicadores objetivos, seu país tomaria "medidas decisivas".

A advertência final foi especialmente contundente e dirigida tanto a Washington quanto a seus aliados regionais. "Era necessário dizer a vocês e a todos os seus aliados na região que não cometessem nenhum erro nem calculassem mal, porque o arrependimento não servirá de nada", advertiu. A mensagem concluiu com o slogan: "Morte aos Estados Unidos!".

Protestos no Irã

Os protestos no Irã, que estão ocorrendo desde o final de dezembro, surgiram em um cenário de crise econômica e forte desvalorização da moeda nacional, e se espalharam por todo o país.

As reivindicações dos manifestantes se concentram na deterioração das condições de vida e são marcadas pela inflação, perda de poder aquisitivo e descontentamento com a gestão do governo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no Irã se houvesse mortes de manifestantes. Enquanto isso, o Jerusalem Post informou na segunda-feira (5) que os EUA estão considerando uma intervenção para apoiar os manifestantes no Irã, enquanto Israel estuda se a recente captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, poderia estabelecer um precedente aplicável ao governo iraniano.

Diante das declarações hostis, Teerã acusou Washington e Tel Aviv de instrumentalizar os protestos como parte de uma "guerra suave", advertindo-os severamente para que não interferissem nos assuntos internos da república islâmica.

Em um contexto de tensão crescente, Teerã e Washington continuam trocando declarações contundentes.

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