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Trump afirma que os EUA ajudaram a libertar prisioneiros na Venezuela, mas os ameaça em seguida

"Espero que eles nunca se esqueçam" do papel de Washington na libertação deles; e se isso acontecer, "não será bom para eles", declarou o presidente norte-americano.
Trump afirma que os EUA ajudaram a libertar prisioneiros na Venezuela, mas os ameaça em seguidaGettyimages.ru / Alex Wong

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10) que Washington ajudou a libertar prisioneiros na Venezuela, ao mesmo tempo em que os ameaçou para que não se esquecessem de seu papel nisso, ou "isso não lhes será bom".

"A Venezuela iniciou, em grande escala, o processo de libertação de seus presos políticos. Espero que esses presos se lembrem da sorte que tiveram com a intervenção dos EUA. Espero que nunca se esqueçam! Se esquecerem, não será bom para eles", escreveu o presidente em suas redes sociais.

Anteriormente, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de "um número significativo de venezuelanos e estrangeiros", como "um gesto unilateral" do governo bolivariano com o objetivo de consolidar a paz interna.

Ele também observou que os "processos de libertação estão em andamento neste momento", embora não tenha especificado quantas pessoas seriam beneficiadas pela medida ou por quanto tempo ela duraria. "Considerem este gesto do Governo Bolivariano, com sua ampla intenção de buscar a paz, como a contribuição que todos devemos dar para garantir que nossa República continue sua vida pacífica e sua busca pela prosperidade", concluiu.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • Em 3 de janeiro, os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.