
Estados Unidos pedem que seus cidadãos 'deixem a Venezuela imediatamente'

Os Estados Unidos emitiram um alerta e recomendaram neste sábado (10) que seus cidadãos na Venezuela deixem o país imediatamente devido a preocupações com a segurança, informou o Departamento de Assuntos Consulares do Departamento de Estado.

"A situação de segurança na Venezuela continua instável. Dado que os voos internacionais foram retomados, os cidadãos americanos que se encontram na Venezuela devem deixar o país imediatamente", diz o comunicado.
Além disso, o governo recomenda aos americanos que "tomem precauções e estejam atentos ao que acontece ao seu redor".
"Há relatos de grupos armados, conhecidos como 'coletivos', que estão bloqueando estradas e revistando veículos em busca de provas de cidadania americana ou apoio aos Estados Unidos. Mantenham-se vigilantes e tenham extrema cautela ao viajar por terra", continua a mensagem, observando também que a Venezuela tem o nível de risco mais alto no alerta de viagem.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.

