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Trump afirma que Irã 'olha para a liberdade' e diz que EUA estão prontos para ajuda

Declaração ocorre em meio a tensão no Oriente Médio e a sinais de instabilidade no Irã.
Trump afirma que Irã 'olha para a liberdade' e diz que EUA estão prontos para ajudaReprodução/Divulgação Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10) que o Irã estaria diante de um momento inédito de busca por liberdade. A declaração foi feita em sua conta oficial na rede Truth Social.

"Irã está olhando para a liberdade, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar!!!", escreveu Trump, utilizando letras maiúsculas para enfatizar a palavra "liberdade".

Acusações de interferência

Por sua vez, o representante permanente do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, acusou os Estados Unidos de transformar protestos pacíficos em episódios de violência. "Essa interferência é realizada por meio de ameaças, incitação e fomento deliberado da violência, o que perturba a paz e a estabilidade", escreveu ele em uma carta dirigida ao Conselho de Segurança da ONU, citada pela Tasnim.

Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no Irã se houvesse mortes de manifestantes. Enquanto isso, o Jerusalem Post informou na segunda-feira (5) que os EUA estão considerando uma intervenção para apoiar os manifestantes no Irã, enquanto Israel estuda se a recente captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, poderia estabelecer um precedente aplicável ao governo iraniano.

Protestos no Irã

Os protestos no Irã, que não cessam desde o final de dezembro em meio à economia enfraquecida e ao colapso da moeda nacional, se espalharam por toda a República Islâmica. Uma nova escalada ocorreu na noite da quinta-feira (8), após um apelo do príncipe herdeiro no exílio Reza Pahlavi, filho do último xá da Pérsia, derrubado pela revolução de 1979, para que as pessoas saíssem às ruas.

A mídia local informa a morte de vários agentes de segurança em ataques armados em Teerã, Lordegan, Chenarán e Kermanshah.

Por sua vez, a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo, contabilizou que pelo menos 45 manifestantes morreram, incluindo oito menores, em 11 províncias até 8 de janeiro. Estima-se, além disso, que mais de 2 mil pessoas tenham sido detidas.

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