O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro interino da Justiça e Segurança Pública. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, na noite de quinta-feira (9), após o pedido de exoneração de Ricardo Lewandowski. Manoel Carlos ocupava o cargo de secretário executivo da pasta.
Almeida Neto tem trajetória marcada pela atuação nos três poderes e no setor privado. Já foi secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em 2014, teve seu nome aprovado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para ocupar a mesma função na Corte. No setor empresarial, atuou por oito anos como diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Na área acadêmica, é doutor e pós-doutor em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde também exerceu atividades como professor.
A nomeação em caráter temporário reforça a possibilidade de o Palácio do Planalto levar mais tempo para definir quem assumirá o ministério de forma definitiva. Nos bastidores, segundo apuração do jornal O Estado de S. Pauo, há expectativa de que Lula desmembre a estrutura atual, criando uma pasta exclusiva para a área de segurança pública.
A saída de Lewandowski, que estava no comando do ministério desde o início de 2025, abre espaço para um novo desenho político dentro da Esplanada dos Ministérios. Aliados afirmam que Lula ainda está avaliando o perfil ideal para cada uma das possíveis pastas, caso opte pela divisão.
Enquanto isso, Manoel Carlos seguirá no cargo de forma interina, garantindo a continuidade das ações do ministério até que o presidente anuncie a nova composição. O governo ainda não divulgou prazos para a decisão final.