Os protestos em massa persistem no Irã há quase duas semanas devido à crise econômica e à desvalorização da moeda, enquanto o governo da República Islâmica acusa atores estrangeiros de tentar desestabilizar o país.
Nesse contexto, as manifestações se intensificaram na quinta-feira (8) em Teerã, a capital, onde foram registrados danos em mesquitas e instituições públicas.
O prefeito, Alireza Zakani, detalhou que os distúrbios provocaram incêndios em 25 mesquitas e 10 prédios governamentais, além de afetar dezenas de residências e ônibus.
"Eles não tiveram piedade nem do hospital nem da infraestrutura econômica do país", declarou Zakani, que classificou os responsáveis como "sabotadores".
Na noite de sexta-feira (9), a mídia local informou que a situação se acalmou em Teerã e que apenas incidentes isolados foram registrados. As forças de segurança advertiram que não tolerarão "desordeiros nem terroristas armados".
Acusações de interferência
Por sua vez, o representante permanente do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, acusou os Estados Unidos de transformar protestos pacíficos em episódios de violência. "Essa interferência é realizada por meio de ameaças, incitação e fomento deliberado da violência, o que perturba a paz e a estabilidade", escreveu ele em uma carta dirigida ao Conselho de Segurança da ONU, citada pela Tasnim.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no Irã se houvesse mortes de manifestantes. Enquanto isso, o Jerusalem Post informou na segunda-feira (5) que os EUA estão considerando uma intervenção para apoiar os manifestantes no Irã, enquanto Israel estuda se a recente captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, poderia estabelecer um precedente aplicável ao governo iraniano.
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