VÍDEOS: Manifestantes incendeiam mesquitas e prédios públicos no Irã

Os protestos em massa persistem no Irã há quase duas semanas devido à crise econômica e à desvalorização da moeda, enquanto o governo da República Islâmica acusa atores estrangeiros de tentar desestabilizar o país.
Nesse contexto, as manifestações se intensificaram na quinta-feira (8) em Teerã, a capital, onde foram registrados danos em mesquitas e instituições públicas.
Iranian protesters have set fire to the Al-Rasool Mosque in Tehran.The Islamic Regime is more vulnerable than ever before. pic.twitter.com/ZQeSsl91r0
— Brigitte Gabriel (@ACTBrigitte) January 10, 2026
O prefeito, Alireza Zakani, detalhou que os distúrbios provocaram incêndios em 25 mesquitas e 10 prédios governamentais, além de afetar dezenas de residências e ônibus.
"Eles não tiveram piedade nem do hospital nem da infraestrutura econômica do país", declarou Zakani, que classificou os responsáveis como "sabotadores".
Burning headscarves in Tehran tonight.Iranians are also setting fire to possessions of the regime forces, including cars, mosques, and their homes.They are sending Khamenei a message.But they are also trying to send the world a message. Please help spread it. pic.twitter.com/pTIrAMzVFu
— dahlia kurtz ✡︎ דליה קורץ (@DahliaKurtz) January 10, 2026
Na noite de sexta-feira (9), a mídia local informou que a situação se acalmou em Teerã e que apenas incidentes isolados foram registrados. As forças de segurança advertiram que não tolerarão "desordeiros nem terroristas armados".
Acusações de interferência
Por sua vez, o representante permanente do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, acusou os Estados Unidos de transformar protestos pacíficos em episódios de violência. "Essa interferência é realizada por meio de ameaças, incitação e fomento deliberado da violência, o que perturba a paz e a estabilidade", escreveu ele em uma carta dirigida ao Conselho de Segurança da ONU, citada pela Tasnim.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intervir no Irã se houvesse mortes de manifestantes. Enquanto isso, o Jerusalem Post informou na segunda-feira (5) que os EUA estão considerando uma intervenção para apoiar os manifestantes no Irã, enquanto Israel estuda se a recente captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, poderia estabelecer um precedente aplicável ao governo iraniano.
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