
PRINCIPAIS PONTOS da visão de Trump sobre petróleo da Venezuela durante sua reunião com petrolíferas

O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou na sexta-feira (9), na Casa Branca, uma reunião com representantes de diferentes empresas petrolíferas que demonstraram diversos graus de interesse em investir na Venezuela. O encontro fazia parte dos planos do presidente para garantir o controle dos recursos energéticos do país sul-americano, após a agressão militar perpetrada contra Caracas no sábado, 3, e o sequestro de seu presidente, Nicolás Maduro.

No Salão Oval, Trump — acompanhado por parte de seu Executivo — elogiou a operação realizada para assumir o controle das maiores reservas de petróleo do mundo e adiantou parte de seus planos para que agora a Venezuela se torne a "principal aliada energética" de Washington, após mais de duas décadas de sanções e agressões durante as quais o país sul-americano foi considerado um inimigo dos EUA, a ponto de ser declarado uma ameaça à sua segurança nacional.
Em suas declarações, o chefe da Casa Branca mencionou vários aspectos do que para ele significa a nova "relação" dos EUA com a Venezuela e o que acontecerá com o petróleo venezuelano quando as petrolíferas americanas se instalarem lá para perfurar, extrair e, eventualmente, refinar os bilhões de barris de suas reservas.
A seguir, os principais pontos de sua declaração:
- Um "fator muito importante" para Trump é que a entrada das petrolíferas na Venezuela visa alcançar "a redução dos preços do petróleo para o povo americano".
- As empresas participantes deverão negociar "diretamente" com os EUA e não com Caracas. "Não queremos que negociem com a Venezuela", afirmou.
- As empresas americanas investirão pelo menos US$ 100 bilhões no setor petrolífero venezuelano, fundos que virão de seus próprios recursos e não do governo dos EUA.
- Por outro lado, ele reconheceu que há algum tempo havia adiantado algo à Chevron sobre seus planos na Venezuela, para tranquilizá-la sobre sua permanência no país sul-americano. "Seis meses atrás, eu disse a vocês: vocês vão ficar, vocês vão ficar. As coisas vão acontecer. Vocês serão muito felizes".
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- Trump garantiu que Caracas concordou com Washington com a venda e refino imediato de "até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano".
- Ao classificar o petróleo venezuelano como "petróleo muito bom, ótimo petróleo", ele indicou que o acesso dos EUA a essas fontes "continuará indefinidamente".
- Nesse sentido, anunciou que a Venezuela já enviou "30 milhões de barris de petróleo" para os EUA, "com um valor aproximado de 4 bilhões de dólares".
- Além disso, disse ter comunicado tanto a Pequim quanto a Moscou que não quer vê-los na Venezuela. "Eu disse à China e à Rússia: 'Nós nos damos muito bem com vocês. Nós os apreciamos muito. Não os queremos lá'".
Na política
- Com "a saída [do presidente venezuelano, Nicolás] Maduro", afirmou, agora é "possível um futuro incrível para ambas as nações". "Integraremos mais estreitamente as economias de duas grandes potências energéticas no hemisfério ocidental", disse.
- A esse respeito, ele garantiu que seu governo se dá "extremamente bem" com o governo liderado pela presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez.
"Nos damos muito bem com o povo venezuelano. Tanto com o povo quanto com as pessoas que governam a Venezuela". - Ele acrescentou que o governo encarregado da Venezuela "agora parece ser um aliado e acredito que continuará sendo".
- Nesse sentido, ele considerou que as autoridades de Caracas decidiram fazer "o certo" e "o inteligente" para evitar "uma segunda onda" de bombardeios dos EUA. "Não acho que seja necessário (...) eles não querem passar por uma segunda onda", precisou.
- Dessa forma, deixou a porta aberta para uma possível reunião com a presidente encarregada da Venezuela, apesar de Caracas ter informado anteriormente que Rodríguez não tem planos de viajar para o exterior. "Vou me reunir com muitas pessoas", comentou, e adiantou que se encontrará com "vários representantes da Venezuela muito em breve", embora isso ainda não tenha sido "organizado".
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
