
'Não cederemos à ameaça e à chantagem': resposta contundente de Cuba às ameaças dos EUA

Cuba não está disposta a "vender o país nem ceder às ameaças e chantagens" dos EUA, afirmou na sexta-feira (10) o ministro das Relações Exteriores da ilha, Bruno Rodríguez Parrilla.
"Os EUA pretendem impor sua vontade sobre os direitos dos Estados soberanos e há 67 anos aplicam a força e a agressão contra Cuba", afirmou Rodríguez, ressaltando que Washington tem a seu favor seu "enorme poderio militar", sua economia e uma "vasta experiência de agressão e crimes", enquanto Havana conta com "a razão, o direito internacional e o espírito patriótico de um povo".

"Vamos defender Cuba. Quem nos conhece sabe que é um compromisso firme, categórico e comprovado", concluiu.
Após a agressão dos EUA contra a Venezuela, que terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump fez várias declarações ameaçando intensificar a pressão sobre Cuba.
No dia anterior, o presidente norte-americano afirmou que "entrar e destruir" Cuba provavelmente é a única opção que resta ao seu governo para forçar uma mudança nas políticas.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
