
'Investindo pesado': Repsol diz a Trump que triplicará sua produção de petróleo na Venezuela

A Repsol está pronta para triplicar sua produção de petróleo na Venezuela, como parte do novo plano delineado pelo governo dos Estados Unidos de Donald Trump para o país caribenho, anunciou seu CEO, Josu Jon Imaz, nesta sexta-feira (9).

"Estamos prontos para investir mais na Venezuela", disse Jon Imaz a Trump em uma reunião com outros executivos do setor petrolífero na Casa Branca. "Estamos prontos para triplicar" a produção de petróleo, garantiu ele.
Ele previu que, em dois ou três anos, eles "investiriam pesadamente no país, seguindo sua recomendação". Em resposta, Trump agradeceu pelas palavras.
"Eles fizeram um ótimo trabalho", comentou o presidente.
Seguindo a mesma linha, diversas empresas do setor, convocadas pelo governo norte-americano, foram à Casa Branca para parabenizar o recente ataque que deixou pelo menos 100 mortos e do sequestro do dignitário venezuelano, Nicolás Maduro.
"Obrigado por nos receberem aqui e obrigado por abrirem as portas para uma Venezuela melhor", declarou Imaz no início de seu discurso.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.

