
Trump diz que Estados Unidos 'farão algo' em relação à Groenlândia 'quer gostem ou não'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abordou nesta sexta-feira (9) as intenções de seu governo em relação à Groenlândia, afirmando que, se um acordo não for alcançado "do jeito fácil, faremos do jeito difícil".
Durante uma reunião na Casa Branca, o presidente declarou que 'fará algo' sobre o território.

"Vamos fazer algo em relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não", disse.
Em dezembro de 2025, as ameaças de Trump de tomar a ilha assumiram um tom mais incisivo. Segundo o mandatário norte-americano, os EUA "precisam" da Groenlândia para sua "segurança nacional".
"Se você olhar para os arredores da Groenlândia agora, verá destróieres russos, destróieres chineses e submarinos russos por toda parte. Não vamos permitir que a Rússia ou a China ocupem a Groenlândia, porque é exatamente isso que elas fariam se não agíssemos. Portanto, faremos algo em relação à Groenlândia, seja por meios amigáveis ou por meios mais difíceis", alertou.
Embora tenha esclarecido que, por enquanto, não se trata formalmente da compra da Groenlândia — uma opção que ele não descartou considerar posteriormente —, Trump enfatizou que seu governo fará "algo" com esse território, porque, caso contrário, segundo ele,a Rússia ou a China acabariam "ocupando-o" e se tornando vizinhas diretas dos Estados Unidos no extremo norte do Atlântico.
A ilha mais cobiçada pelos EUA
- Trump está determinado a tornar a Groenlândia parte dos EUA "de um jeito ou de outro", argumentando que navios de diversas nações navegam perto da costa norte dos EUA, então Washington precisa "ter cuidado". "Sim, nós precisamos da Groenlândia. Precisamos dela para nossa defesa", insistiu Trump .
- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não faz sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar um dos três países da Commonwealth do Reino da Dinamarca."
- Em 3 de janeiro, Katie Miller, esposa do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, publicou uma imagem de um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a legenda "em breve".
- O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou a foto como "desrespeitosa" e reiterou que o país "não está à venda".
Mais tarde, o próprio Stephen Miller afirmou que "para que os Estados Unidos garantam a segurança da região do Ártico, para proteger e defender a OTAN e seus interesses, obviamente a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos".

