
'A Venezuela agora parece ser uma aliada', diz Donald Trump

De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após duas décadas e meia de desentendimentos, durante as quais Caracas construiu alianças estratégicas com outras potências, a Venezuela "agora parece ser uma aliada" de Washington. Fala aconteceu nesta sexta-feira (9).

"Agora eles parecem ser aliados, e acredito que continuarão sendo, e não queremos a Rússia ou a China lá. E, aliás, não queremos que a Rússia ou a China invadam a Groenlândia; se não tomarmos a Groenlândia, a Rússia ou a China se tornarão nossos vizinhos. Isso não vai acontecer", disse o presidente durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
Em uma reunião com executivos do setor petrolífero, Trump atacou rivais geopolíticos.
"Eu disse à China e à Rússia: 'Nós nos damos muito bem com vocês. Nós os apreciamos muito. Não os queremos lá'", afirmou.
Da mesma forma, ele afirmou que as companhias petrolíferas devem negociar diretamente com sua administração e não com Caracas.
"Elas negociarão diretamente conosco, não com a Venezuela. Não queremos que negociem com a Venezuela", assegurou.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.

