
Trump diz que empresas devem negociar petróleo com os EUA: 'Não queremos que negociem com Venezuela'

Donald Trump declarou que as empresas de energia deveriam interagir com Washington em vez de Caracas em assuntos relacionados ao petróleo venezuelano.
"Eles negociarão diretamente conosco, não com a Venezuela. Não queremos que negociem com a Venezuela", declarou o presidente nesta sexta-feira (9) durante uma reunião com executivos de empresas de energia.
Trump também anunciou que empresas norte-americanas investirão pelo menos US$ 100 bilhões no setor petrolífero venezuelano, recursos que virão de seus próprios meios e não do governo dos EUA.
"Eles não precisam de dinheiro do governo, mas precisam de proteção e segurança do governo", disse.
EUA: "A Venezuela não pode vender petróleo se isso não servir aos nossos interesses."

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, reiterou na quarta-feira (7) que seu país pretende controlar totalmente a indústria petrolífera da Venezuela. "Nós controlamos os recursos energéticos. E dizemos a eles: 'Vocês têm o direito de vender o petróleo enquanto isso servir aos interesses nacionais dos EUA. Vocês não podem vendê-lo se isso não servir aos interesses nacionais dos EUA'", declarou.
No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que "a Venezuela está comprometida em fazer negócios com os Estados Unidos como seu principal parceiro". O presidente descreveu a decisão como "sábia" e "muito boa para o povo da Venezuela e para os EUA".
Entretanto, a ABC News noticiou que Washington exigiu que Caracas rompesse relações com a China, a Rússia, Cuba e o Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, recusou-se a confirmar ou negar as notícias.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
