Donald Trump declarou que o petroleiro interceptado nesta sexta-feira (9) pelos Estados Unidos em águas do Caribe "está agora a caminho da Venezuela" e que seu governo pretende vender o petróleo.
"Este petroleiro está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do excelente acordo energético que criamos para este tipo de vendas", escreveu o presidente dos EUA na sua conta do Truth Social.
Ele também observou que Caracas ajudou a apreender o petroleiro que havia deixado o país latino-americano sem a aprovação de Washington.
O Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) confirmou a apreensão do petroleiro Olina. Segundo o comunicado, a operação envia "um sinal claro": "Não há refúgio seguro para criminosos".
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.