
Trump: Reunião de companhias petrolíferas tratará exclusivamente do petróleo bruto venezuelano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que sua reunião com empresas petrolíferas nesta sexta-feira (9) se concentrará "quase exclusivamente" no petróleo bruto venezuelano.

"A reunião de hoje se concentrará quase exclusivamente no petróleo venezuelano e em nosso relacionamento de longo prazo com a Venezuela, sua segurança e seu povo", escreveu o presidente em sua rede Truth Social.
Ele apontou que um "fator muito importante" que será levado em consideração na reunião será "a redução dos preços do petróleo para o povo americano".
Trump acrescentou que eles também conversariam sobre "acabar com a entrada de drogas e criminosos" nos Estados Unidos, sem dar mais detalhes.
'Todo mundo quer estar lá'
A reunião, que ocorre quase uma semana após a agressão militar dos EUA contra o país sul-americano, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, contará com a presença das "maiores companhias petrolíferas do mundo", disse Trump.
"Todos querem estar lá", gabou-se o presidente. Ele também pediu desculpas às companhias petrolíferas por não poderem se reunir desta vez e informou-as de que o secretário de Energia, Chris Wright, e o secretário do Interior, Doug Burgum, "se reunirão com elas na próxima semana".
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.


