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Delegação do Departamento de Estado dos EUA chega à Venezuela

Donald Trump anunciou anteriormente que havia cancelado uma "segunda onda de ataques" em virtude da cooperação de Caracas com Washington.
Delegação do Departamento de Estado dos EUA chega à VenezuelaGettyimages.ru

Uma delegação do Departamento de Estado dos EUA chegou à Venezuela nesta sexta-feira (9) para realizar "avaliações técnicas e logísticas da função diplomática", informou o Governo venezuelano em um comunicado.

Uma delegação de diplomatas venezuelanos também será enviada aos EUA para "executar as tarefas correspondentes".

Nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que, dada a cooperação de Caracas com Washington, havia cancelado uma "segunda onda de ataques" que se esperava contra a Venezuela.

O presidente descreveu a recente libertação pelas autoridades venezuelanas como um "gesto muito importante e inteligente".

"Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente quando se trata de reconstruir sua infraestrutura de petróleo e gás de uma forma muito maior, melhor e mais moderna", disse na ocasião.

No dia anterior, o ocupante da Casa Branca afirmou que Caracas havia começado a libertar prisioneiros a pedido dos EUA. "Nós pedimos a eles e eles têm sido ótimos", disse ele.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.

Mais informações em breve.