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Líder supremo do Irã prevê derrocada de Trump

O aiatolá Ali Khamenei lançou uma advertência ao presidente dos EUA, sobre quem disse: "Ele está sentado ali, com arrogância e complacência, julgando o mundo inteiro".
Líder supremo do Irã prevê derrocada de TrumpGettyimages.ru / Chip Somodevilla

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (9) que a "arrogância" de Donald Trump será a causa de sua "derrubada".

"Quanto a esse homem que se senta ali com arrogância e complacência, julgando o mundo inteiro, ele deveria saber: como regra geral, os déspotas e os poderes arrogantes [...] foram derrubados precisamente no auge de sua arrogância", afirmou Khamenei em um discurso à nação em meio às ameaças do presidente americano ao Irã.

Ao mesmo tempo, aconselhou o presidente americano a ocupar-se dos problemas do seu próprio país. "Se puder, que se ocupe do seu próprio país! No seu próprio país estão a ocorrer vários incidentes", proclamou.

Em outra parte do discurso, Khamenei responsabilizou-o pela morte de milhares de iranianos durante a "guerra dos 12 dias". "Suas mãos estão manchadas com o sangue de mais de mil iranianos", afirmou, ressaltando que entre as vítimas não havia apenas comandantes, cientistas e figuras importantes, mas também civis.

Ameaças de Trump

Em meio aos protestos que abalam o Irã, Trump ameaçou as autoridades da República Islâmica, afirmando que "atacaria com força" se elas começassem a matar os manifestantes. "Eles sabem disso e foram informados de forma muito contundente — ainda mais dura do que estou falando agora — que, se o fizerem, terão que pagar um preço altíssimo", afirmou.

"Eles deveriam sentir um forte compromisso com a liberdade. Não há nada como a liberdade. Eles são um povo corajoso. É uma vergonha o que aconteceu com o país deles. O país deles era um grande país", declarou em uma mensagem posterior.

Protestos no Irã

Os protestos no Irã, que não cessam desde o final de dezembro em meio à economia enfraquecida e ao colapso da moeda nacional, se espalharam por toda a República Islâmica. Uma nova escalada ocorreu na noite da quinta-feira (8), após um apelo do príncipe herdeiro no exílio Reza Pahlavi, filho do último xá da Pérsia, derrubado pela revolução de 1979, para que as pessoas saíssem às ruas.

A mídia local informa a morte de vários agentes de segurança em ataques armados em Teerã, Lordegan, Chenarán e Kermanshah. Por sua vez, a ONG Iran Human Rights, com sede em Oslo, contabilizou que pelo menos 45 manifestantes morreram, incluindo oito menores, em 11 províncias até 8 de janeiro. Estima-se, além disso, que mais de 2.000 pessoas tenham sido detidas.