
Moscou: Trump decidiu libertar dois cidadãos russos da tripulação do petroleiro detido

O presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu libertar dois cidadãos russos que faziam parte da tripulação do petroleiro "Marinera", detido anteriormente esta semana por Washington, informou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
A medida foi tomada em resposta a um pedido da Rússia, indicou a porta-voz.
"Acolhemos com satisfação esta decisão e expressamos nossa gratidão aos líderes dos EUA", afirmou Zakharova. "Começamos a trabalhar urgentemente em todas as questões relacionadas à garantia do rápido retorno de nossos compatriotas à pátria", acrescentou.
Abordagem
Na terça-feira (6), a empresa russa BurevestMarin denunciou a tentativa dos EUA de interceptar o "Marinera" no Atlântico Norte, acrescentando que o navio não transporta carga a bordo. Apesar das "repetidas tentativas do capitão de comunicar a identidade e o caráter civil do navio com bandeira russa, a perseguição continua com a vigilância aérea coordenada por aviões de reconhecimento P-8A Poseidon da Marinha dos Estados Unidos", denunciou.
Specialized capabilities. Global impact. An unstoppable joint force. Alongside @DeptofWar, @USCG conducted a boarding and seizure of the Motor Tanker Bella I this morning in the North Atlantic. Following a sustained shadowing effort across the Atlantic by Coast Guard Cutter… pic.twitter.com/xEmFkh4xLO
— U.S. Coast Guard (@USCG) January 7, 2026
No dia seguinte, o navio foi abordado e detido por membros da Guarda Costeira dos Estados Unidos. O Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA (EUCOM) confirmou a detenção do navio e acusou-o de violar as sanções impostas por Washington. Por sua vez, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, comentando a apreensão, declarou que "o bloqueio do petróleo venezuelano sancionado e ilícito continua em pleno vigor em qualquer parte do mundo".
Reação da Rússia
Moscou comprometeu-se a tratar de todas as questões relacionadas com a proteção dos cidadãos russos que se encontram a bordo do navio.

O Ministério dos Transportes da Rússia reiterou que o navio obteve uma autorização temporária para navegar sob bandeira russa, nos termos da legislação russa e das normas do direito internacional. O ministério citou as normas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, segundo a qual em águas internacionais prevalece o regime de liberdade de navegação e "nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados".
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia exigiu que fosse garantido um tratamento humano à tripulação. "Tendo em conta as informações recebidas sobre a presença de cidadãos russos entre a tripulação, exigimos que a parte americana lhes garanta um tratamento humano e digno, respeite estritamente os seus direitos e interesses e não impeça o seu rápido regresso à pátria", declarou o Ministério das Relações Exteriores russo. O ministério acrescentou que estava acompanhando de perto as notícias sobre a situação.
