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Trump afirma ter cancelado 'segunda onda de ataques esperada' contra Venezuela

No entanto, o presidente dos Estados Unidos advertiu que o destacamento militar será mantido “por motivos de segurança e proteção”.
Trump afirma ter cancelado 'segunda onda de ataques esperada' contra VenezuelaGettyimages.ru / Joe Raedle

Donald Trump afirmou que, diante da cooperação do governo venezuelano com os EUA, cancelou uma "segunda onda de ataques" que se esperava contra a Venezuela.

Em uma publicação nesta sexta-feira (9) no Truth Social, o presidente americano classificou como "gesto muito importante e inteligente" a recente libertação de presos pelas autoridades venezuelanas. "Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, de uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás".

"Graças a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques que era esperada anteriormente, a qual parece que não será necessária", continuou Trump. No entanto, ele alertou que os navios americanos permanecerão em suas posições "por motivos de segurança e proteção".

Libertação de prisioneiros

Na quinta-feira (8), Trump afirmou que Caracas iniciou a libertação de prisioneiros a pedido dos EUA. "Nós pedimos e eles foram fantásticos. A sério. Deram-nos tudo o que queríamos", afirmou em entrevista ao apresentador da Fox News, Sean Hannity, após uma pergunta sobre o assunto.

Anteriormente, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de "um número significativo de venezuelanos e estrangeiros" como "um gesto unilateral" do governo bolivariano com o objetivo de consolidar a paz interna.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.