
Trump afirma que Venezuela libertou presos a pedido dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou nesta quinta-feira a libertação de prisioneiros pelas autoridades venezuelanas, indicando que Washington havia solicitado isso e que "eles foram ótimos".
"Nós pedimos e eles foram ótimos. De verdade. Eles nos deram tudo o que queríamos", afirmou em entrevista ao apresentador da Fox News, Sean Hannity, após uma pergunta sobre o assunto.

Anteriormente, o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de "um número significativo de venezuelanos e estrangeiros" como "um gesto unilateral" do governo bolivariano com o objetivo de consolidar a paz interna.
Rodríguez também observou que os "processos de libertação estão ocorrendo neste exato momento", embora não tenha especificado quantas pessoas serão beneficiadas pela medida nem por quanto tempo ela se estenderá. "Considerem este gesto do Governo Bolivariano, de ampla intenção de busca pela paz, como a contribuição que todos e todas devemos fazer para que nossa República continue sua vida pacífica e em busca da prosperidade", concluiu.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
