O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (8) que as autoridades venezuelanas "deram a eles [americanos] tudo" o que Washington queria, comentando o ataque e o sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro.
"Nós pedimos. Tudo o que queríamos, eles nos deram", disse em resposta a uma pergunta de um repórter da Fox News sobre a libertação de prisioneiros pelas autoridades do país sul-americano.
"Vamos ver como o país se sai, mas nós vamos assumir o controle do petróleo", esclareceu ele, acrescentando que já têm uma reunião agendada na Casa Branca com os principais executivos de 14 empresas petrolíferas.
"Eles vão chegar, vão reconstruir toda a infraestrutura petrolífera. Vão investir pelo menos 100 bilhões de dólares [R$ 539 bilhões]", afirmou.
O presidente norte-americano também abordou a questão da realização de eleições na Venezuela: "Antes de fazermos isso, vai levar algum tempo. Temos que reconstruir o país."
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.