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Venezuela rebate duramente o presidente do Uruguai, que comemorou sequestro de Maduro

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil, afirmou que o presidente uruguaio "não tem autoridade sobre a vida política" da Venezuela e o instou a se concentrar nos assuntos internos de seu próprio país.
Venezuela rebate duramente o presidente do Uruguai, que comemorou sequestro de MaduroGettyimages.ru / Pedro Mattey/Anadolu

O governo da Venezuela rejeitou veementemente nesta quinta-feira (8) as declarações do presidente uruguaio Yamandú Orsi, que afirmou que o sequestro do presidente Nicolás Maduro poderia ser considerado uma notícia positiva, de certo ponto de vista.

"O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, não tem autoridade sobre a vida política da República Bolivariana da Venezuela. Nosso país é um Estado soberano, com instituições legítimas e um povo que decide seu próprio destino sem tutela externa ou lições de ninguém", escreveu o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, em seu canal no Telegram.

O chanceler criticou Orsi por omitir "deliberadamente" que Maduro, o presidente constitucional da Venezuela, "foi sequestrado de sua residência em Caracas, em um ataque armado que custou a vida de civis e militares, violando sua imunidade pessoal como Chefe de Estado", da qual o presidente uruguaio possui, e que Caracas reivindica e está preparada para defender.

"Convidamos o presidente Orsi a cuidar dos assuntos do Uruguai, a respeitar o direito internacional e o princípio da não intervenção, e a entender que a verdadeira democracia começa com o respeito à soberania dos povos", concluiu Gil.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.