Segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Rússia não está preocupada com nenhum país membro da OTAN, exceto com Washingon. O mandatário alertou ainda que deseja que as nações do Velho Continente "se organizem".
"Se você observar a OTAN, posso afirmar que a Rússia não está preocupada com nenhum país além do nosso", declarou ele em entrevista ao The New York Times, publicada nesta quinta-feira (8).
"Tenho sido muito leal à Europa. Fiz um bom trabalho. Se não fosse por mim, a Rússia já teria toda a Ucrânia", acrescentou.
O mandatário indicou que somente ele havia demonstrado capacidade de persuadir os países da Aliança a alocar 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para a defesa.
"Acho que sempre nos daremos bem com a Europa, mas quero que eles se organizem. Fui eu quem os convenceu a gastar mais, sabe, mais do PIB na OTAN", disse ele.
Causas profundas do conflito ucraniano
Em relação ao conflito ucraniano, o presidente russo Vladimir Putin afirmou repetidamente que garantir a segurança da Rússia a longo prazo é especialmente importante no contexto das causas profundas do conflito. Entre elas, destacam-se a expansão da OTAN, que Moscou percebe como uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia, que o Kremlin insiste em proteger.
A proposta de Moscou estipula que Kiev retire completamente suas tropas das Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como partes integrantes da Federação Russa.
Além disso, exige garantias de neutralidade, não alinhamento, desnuclearização, desmilitarização e desnazificação da Ucrânia .
No entanto, não se trata apenas de encontrar uma solução pacífica, mas também de negociar e assinar documentos reconhecidos internacionalmente. É aqui que surge o problema da ilegitimidade dos líderes do regime de Kiev, segundo Moscou. O mandato de Vladimir Zelensky expirou em maio de 2024, portanto, os representantes do Poder Executivo, por ele nomeados, também são ilegítimos.