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Trump comenta futuro do tratado de armas estratégicas com a Rússia

Anteriormente, Vladimir Putin havia apresentado uma iniciativa para estender o acordo entre Moscou e Washington.
Trump comenta futuro do tratado de armas estratégicas com a RússiaGettyimages.ru / Anna Moneymaker

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (8) sua intenção de assinar um novo acordo para substituir o tratado START III sobre a redução de armas ofensivas estratégicas, que está perto de expirar.

"Se expirar, expira", disse ele em entrevista ao jornal The New York Times. 

"Vamos fazer um acordo melhor", acrescentou, insistindo que a China, que possui o arsenal que cresce mais rapidamente, deveria ser incluída em qualquer acordo futuro. Trump também deixou em aberto a possibilidade de "envolver mais alguns atores".

Iniciativa de Putin

Em setembro de 2025, o presidente russo afirmou que Moscou está preparada para continuar cumprindo o tratado por mais um ano após seu vencimento em 5 de fevereiro de 2026, caso os Estados Unidos tomem medidas semelhantes.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança da Rússia, Putin lembrou que, por quase 15 anos, esse acordo continuou a desempenhar um importante papel positivo na manutenção do equilíbrio de poder e da certeza no campo das armas ofensivas estratégicas.

"Uma rejeição total do legado deste acordo seria, de muitos pontos de vista, uma medida equivocada e míope, que, em nossa opinião, também teria um impacto negativo na garantia dos objetivos do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares", explicou o presidente.

  • O tratado START III foi assinado pela Rússia e pelos EUA em 8 de abril de 2010 e prorrogado sem pré-condições por cinco anos em fevereiro de 2021. Segundo o acordo, as partes se comprometeram a reduzir suas forças nucleares para 700 veículos de lançamento, 1.550 ogivas nucleares e 800 lançadores.
  • Moscou suspendeu sua participação no pacto em fevereiro de 2023, argumentando que Washington havia "destruído a base legal para o controle de armas e a segurança" ao implantar a infraestrutura militar da OTAN contra a Rússia. Moscou tem declarado de forma consistente sua intenção de cumprir as restrições estipuladas durante o prazo restante do acordo.