
Trump responde se é mais importante para ele a Groenlândia ou a OTAN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (8) que deixar a OTAN para incorporar a Groenlândia ao seu território "poderia ser uma escolha". A fala aconteceu durante uma entrevista ao jornal The New York Times, publicada nesta quinta-feira (8).

Trump deixou claro que, em sua visão, a aliança militar não tem sentido sem os Estados Unidos no centro. Ele citou a Groenlândia como um exemplo primordial de sua visão de poder: o direito, consagrado em um tratado de 1951, de reabrir bases militares em um território estrategicamente importante para os EUA, a Europa, a China e a Rússia não lhe basta.
Ele exige que a ilha, a maior do mundo, se torne formalmente parte dos Estados Unidos, minimizando o fato de que ela está atualmente sob o controle de um aliado próximo da OTAN.
Quando questionado sobre por que é necessário "possuir" a Groenlândia, ele respondeu: "Porque é disso que você precisa psicologicamente para ter sucesso. Acho que a propriedade lhe dá algo que você não consegue com um arrendamento ou um tratado."
O presidente afirmou que a soberania e as fronteiras nacionais são menos importantes do que o papel único que os Estados Unidos desempenham como protetores do Ocidente.
A ilha mais cobiçada pelos EUA
- Trump está determinado a tornar a Groenlândia parte dos EUA "de um jeito ou de outro", argumentando que navios de diversas nações navegam perto da costa norte dos EUA, então Washington precisa "ter cuidado". "Sim, nós precisamos da Groenlândia. Precisamos dela para nossa defesa", insistiu Trump .
- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não faz sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar um dos três países da Commonwealth do Reino da Dinamarca."
- Em 3 de janeiro, Katie Miller, esposa do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, publicou uma imagem de um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a legenda "em breve".
- O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou a foto como "desrespeitosa" e reiterou que o país "não está à venda".
Mais tarde, o próprio Stephen Miller afirmou que "para que os Estados Unidos garantam a segurança da região do Ártico, para proteger e defender a OTAN e seus interesses, obviamente a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos".

