
'Não preciso do direito internacional', diz Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na quarta-feira (7), em entrevista ao The New York Times, que seu poder como comandante-em-chefe é limitado apenas por sua "própria moralidade", relegando a segundo plano as normas do direito internacional e outros mecanismos de controle que geralmente servem como contrapeso ao ordenar ataques, invasões ou coerção contra outros países.
Quando questionado especificamente se havia restrições à sua autoridade para mobilizar forças militares globalmente, o presidente dos EUA respondeu: "Sim, há uma coisa. Minha própria moralidade. Minha própria mente é a única coisa que pode me impedir."

"Não preciso de direito internacional", acrescentou. "Não estou tentando prejudicar ninguém."
Embora reconhecendo que seu governo deve respeitar o direito internacional, ele esclareceu que será ele quem decidirá quando essas restrições se aplicarão aos EUA. "Depende da sua definição de direito internacional", argumentou em conversa com o jornal.
Mesmo tendo deixado aberta a possibilidade de uma interpretação unilateral das obrigações internacionais do país, Trump também reconheceu a existência de certas limitações que enfrenta dentro dos EUA.
