O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu sua equipe a garantir que, após a agressão militar contra a Venezuela e a captura de seu presidente, Nicolás Maduro, o país sul-americano aja de acordo com as necessidades de Washington, informou o vice-presidente norte-americano, JD Vance, nesta quinta-feira (8).
"Olhando para o futuro, qual será o meu papel? Meu papel será fazer tudo o que o presidente me pedir. Ele lhe pede para fazer algo? Bem, todos os dias, ou melhor, quase todos os dias, presido a reunião que realizamos sobre este assunto entre os principais funcionários da Casa Branca para discutir os próximos passos, para tentar garantir a estabilidade na Venezuela e, como o presidente nos orientou, para garantir que o novo governo venezuelano realmente ouça os EUA e faça o que os EUA precisam que ele faça, no melhor interesse do nosso país", declarou o vice-presidente após ser questionado sobre "seu papel específico no futuro da Venezuela".
Em um adendo, ele mencionou que, ao contrário do que alguns meios de comunicação afirmaram, tanto ele quanto a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, estavam cientes dos planos de Trump contra o território venezuelano e participaram diretamente de seu desenvolvimento, observando também que toda a equipe do dignitário sabia deles e permaneceu em silêncio.
"Veja bem, todos fazemos parte da mesma equipe. E uma das coisas realmente incríveis sobre essa operação é que a mantivemos em segredo, em segredo por muito tempo, com altos funcionários do gabinete e autoridades relacionadas em nosso governo. Estou muito orgulhoso disso. Acho que isso demonstra que a equipe trabalha muito bem em conjunto", disse ele.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.