Trump ataca senadores após voto que limita ações militares dos EUA na Venezuela

Presidente norte-americano chamou de "vergonhosa" a postura de senadores que votaram com democratas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com duras críticas a senadores republicanos que votaram, nesta quinta-feira (8), ao lado dos democratas em uma resolução que limita sua autoridade para ordenar ações militares contra a Venezuela sem autorização prévia do Congresso. A manifestação foi publicada em sua conta oficial no Truth Social.

"Republicanos deveriam se envergonhar dos senadores que acabaram de votar com os democratas na tentativa de retirar nossos poderes para lutar e defender os Estados Unidos da América", escreveu Trump.

Em seguida, nomeou diretamente os senadores Susan Collins, Lisa Murkowski, Rand Paul, Josh Hawley e Todd Young, afirmando que "nunca mais deveriam ser eleitos para cargos públicos".

Segundo o presidente, a votação "prejudica a autodefesa americana e a segurança nacional", ao limitar seus poderes como comandante-em-chefe das Forças Armadas. Ele afirmou ainda que, apesar da "estupidez" da decisão, a Lei dos Poderes de Guerra é "inconstitucional", por violar o Artigo II da Constituição dos Estados Unidos.

"Todos os presidentes e seus Departamentos de Justiça já determinaram isso antes de mim", escreveu. Trump encerrou a mensagem anunciando que uma nova e mais relevante votação sobre o mesmo tema será realizada no Senado na próxima semana.

A resolução aprovada nesta quinta-feira (8) foi aprovada por 52 votos a 47 e impede o presidente de autorizar novas ações militares contra a Venezuela sem o aval do Congresso. Cinco senadores republicanos se uniram aos democratas para levar adiante o projeto, que surge após o aumento da pressão militar norte-americana sobre Caracas desde 2025.