O Senado dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira (8), uma resolução que limita a capacidade do presidente do país, Donald Trump, de ordenar novas ações militares contra a Venezuela sem a autorização prévia do Congresso.
A moção para levar a resolução ao plenário do Senado recebeu 52 votos a favor e 47 contra, com pelo menos cinco senadores do Partido Republicano de Donald Trump juntando-se aos democratas na votação, segundo informações divulgadas pela NBC.
Além de 47 democratas, os senadores republicanos Rand Paul, do Kentucky, Lisa Murkowski, do Alasca, Susan Collins, do Maine, Todd Young, de Indiana, e Josh Hawley, do Missouri, votaram a favor da continuidade do projeto de lei.
A decisão de prosseguir com a medida sobre poderes de guerra surge em meio a apelos frustrados de líderes republicanos para que ela fosse interrompida e a autoridade de Trump sobre essas decisões fosse mantida.
Em 2025, os republicanos bloquearam outras duas tentativas de aprovar resoluções semelhantes no Senado, segundo informações divulgadas pela agência Reuters. Isso ocorreu em um momento em que o governo Trump intensificou a pressão militar sobre a Venezuela, com ataques a embarcações no sul do Caribe.
Mais ataques?
Em 3 de janeiro, após a primeira agressão militar contra Caracas e outros estados venezuelanos, que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, o ocupante da Casa Branca ameaçou uma segunda onda de ataques.
"Estamos preparados para lançar um segundo ataque, muito maior, se necessário ", declarou na ocasião.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.