
Delcy Rodríguez: 'Não vamos nos render diante de nenhum tipo de agressão'

A Venezuela não vai se render diante de nenhum tipo de agressão, incluindo a econômica, afirmou na quarta-feira (7) a presidente encarregafa do país latino-americano, Delcy Rodríguez, enfatizando que seu país está disposto a iniciar negociações com todas as nações do mundo.
"Não nos rendemos diante da agressão econômica e não vamos nos render diante de nenhum tipo de agressão", disse. "Nossas mãos estão estendidas para todos os países do mundo, para relacionamento, para cooperação econômica, para cooperação comercial, para cooperação energética", ressaltou.

Com relação à cooperação energética, a alta representante indicou que Caracas está aberta neste setor a relações em que "todas as partes sejam beneficiadas, em que a cooperação econômica esteja muito bem determinada em contratos comerciais". "Estamos dispostos – claro que sim – a relações de respeito no âmbito dos acordos comerciais que respeitem a legalidade internacional", concluiu.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
