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Rússia: 'A disposição dos EUA de gerar crises internacionais graves suscita pesar e preocupação'

O Ministério das Relações Exteriores comentou a "ação de força ilegal" dos EUA contra o petroleiro de bandeira russa “Marinera” no Atlântico.
Rússia: 'A disposição dos EUA de gerar crises internacionais graves suscita pesar e preocupação'Gettyimages.ru / Beata Zawrzel

A disposição dos Estados Unidos em gerar crises a nível internacional causa pesar e preocupação, declarou nesta quinta-feira (8) o Ministério das Relações Exteriores da Rússia ao comentar a "ação de força ilegal" dos EUA contra o petroleiro de bandeira russa "Marinera" no Atlântico.

"Além da atitude desdenhosa do governo dos EUA em relação às 'regras do jogo' geralmente aceitas no âmbito do transporte marítimo internacional, causa pesar e preocupação a disposição de Washington em gerar crises internacionais agudas, inclusive no que diz respeito às relações russo-americanas, já extremamente afetadas pelas divergências dos últimos anos", diz o comunicado.

A Chancelaria russa afirmou que "o resultado do incidente com o 'Marinera' só pode provocar um aumento ainda maior da tensão militar e política na zona euroatlântica, bem como uma redução visível do 'limiar do uso da força' contra a navegação pacífica".

Nesse contexto, o ministério afirmou que outros países também podem considerar que têm o direito de agir de forma semelhante, percebendo as ações de Washington como um exemplo.

"Instamos Washington a voltar a respeitar as normas e os princípios fundamentais do direito marítimo internacional e a pôr fim imediatamente às suas ações ilegais contra o "Marinera" e outros navios que realizam atividades legítimas em alto mar".

Abordagem

Na terça-feira (6), a empresa russa BurevestMarin denunciou a tentativa dos EUA de interceptar o "Marinera" no Atlântico Norte, acrescentando que o navio não transporta carga a bordo. Apesar das "repetidas tentativas do capitão de comunicar a identidade e o caráter civil do navio com bandeira russa, a perseguição continua com a vigilância aérea coordenada por aviões de reconhecimento P-8A Poseidon da Marinha dos Estados Unidos", denunciou.

No dia seguinte, o navio foi abordado e detido por membros da Guarda Costeira dos Estados Unidos. O Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA (EUCOM) confirmou a detenção do navio e acusou-o de violar as sanções impostas por Washington. Por sua vez, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, comentando a apreensão, declarou que "o bloqueio do petróleo venezuelano sancionado e ilícito continua em pleno vigor em qualquer parte do mundo".