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Rússia considerará como intervenção envio de tropas e instalações militares ocidentais para Ucrânia

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia comentou a declaração de intenções sobre garantias de segurança para Kiev acordada em Paris pela “coalizão de voluntários”, que prevê o envio de uma força multinacional à Ucrânia.
Rússia considerará como intervenção envio de tropas e instalações militares ocidentais para UcrâniaGettyimages.ru / Artur Widak / NurPhoto

O envio de tropas ou instalações militares ocidentais para o território ucraniano será considerado por Moscou como uma intervenção, afirmou nesta quinta-feira (8) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

A porta-voz comentou a declaração de intenções sobre garantias de segurança para Kiev acordada em Paris pela "coalizão de voluntários" e disse que o documento está "muito longe de uma solução pacífica". "Ele não visa alcançar uma paz e segurança sólidas, mas sim a continuação da militarização, a escalada e a propagação do conflito", afirmou.

Os países ocidentais planejam não apenas o envio de uma força multinacional, mas também a criação de bases militares e instalações para armazenar armas e equipamentos militares na Ucrânia, disse Zakharova, citando tanto o documento quanto as declarações públicas do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e do presidente francês, Emmanuel Macron.

"A implantação no território da Ucrânia de unidades militares, instalações militares, armazéns e outras infraestruturas de países ocidentais será considerada uma intervenção estrangeira que representa uma ameaça direta à segurança não só da Rússia, mas também de outros países europeus".

Como consequência, "todas essas unidades e alvos serão considerados alvos militares legítimos para as Forças Armadas da Federação Russa", precisou a porta-voz.