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Francisco de Miranda: o herói que lutou pela soberania da Venezuela e pela unidade da América Latina

O militar e intelectual lutou anteriormente pela independência dos Estados Unidos e na Revolução Francesa.
Francisco de Miranda: o herói que lutou pela soberania da Venezuela e pela unidade da América LatinaLegion-media.ru / Francisco de Miranda, herói venezuelano.

Nascido em 28 de março de 1750 em Caracas, Francisco de Miranda é uma das figuras emblemáticas da independência da Venezuela e um dos primeiros heróis a manifestar a convicção de que os países da América Latina deveriam se unir para resistir juntos aos ataques colonialistas.

Ele era, além disso, um militar excepcionalmente culto, que leu e colecionou milhares de livros, aprendeu seis idiomas, traduzia do latim e do grego e viajou por dezenas de países, incluindo a Rússia. Uma figura única na história, pois antes de lutar pela liberdade da Venezuela, participou de episódios históricos como a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa.

Tudo isso foi possível porque, aos 20 anos, Miranda deixou sua terra natal, a Venezuela, e ingressou no Exército do Reino da Espanha, que mais tarde participou da luta pela independência dos Estados Unidos. Em 1791, após uma jornada militar pela América, Miranda voltou à Europa e se juntou ao Exército francês, que lutava pela República. Ele alcançou o posto de marechal, sendo o único latino-americano cujo nome está inscrito, em homenagem, no Arco do Triunfo em Paris.

Em 1810, esse herói, cujo nome completo era Sebastián Francisco de Miranda y Rodríguez Espinoza, voltou à Venezuela a pedido de Simón Bolívar e outros heróis libertadores. Em 5 de julho do ano seguinte, o militar, que havia assumido como deputado, assinou a ata da Independência da Venezuela. Naquela época, ele já havia divulgado sua proposta de criar a Colombeia, uma federação entre os países da região que conseguiram deixar de ser colônias da Espanha.

A América, no entanto, ainda enfrentava uma época conturbada e instável. Em 26 de abril de 1812, Miranda foi nomeado terceiro presidente da Confederação Americana da Venezuela ou Primeira República, mas apenas três meses depois, em 25 de julho, rendeu-se diante do avanço das tropas espanholas. Bolívar o chamou de traidor, prendeu-o e até quis fuzilá-lo. Ele acabou sendo enviado para uma prisão em Cádiz (Espanha), onde morreu em 1816.

Com o passar das décadas, Miranda foi reabilitado. Em 2016, dois séculos após sua morte, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, concedeu-lhe uma promoção póstuma e o nomeou almirante-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), em uma cerimônia na qual homenagens lhe foram prestadas.

SAIBA MAIS: A longa lista de lutadores latino-americanos contra o imperialismo é completada com o nome de Nicolás Maduro.