
Trump afirma que Venezuela comprará apenas produtos dos EUA com recursos de acordo petrolífero

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (7) que a Venezuela passará a comprar apenas produtos dos Estados Unidos com os recursos provenientes do novo acordo petrolífero.

"Acabei de ser informado de que a Venezuela comprará exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos com o dinheiro que receberá do nosso novo acordo petrolífero", escreveu no Truth Social, detalhando que "essas compras incluirão, entre outras coisas, produtos agrícolas, medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos fabricados nos EUA para melhorar a rede elétrica e as instalações de energia da Venezuela".
O ocupante da Casa Branca indicou que Caracas está empenhada em fazer negócios com Washington como "seu principal parceiro", o que ele descreveu como "uma decisão sábia e muito benéfica para o povo venezuelano e para os EUA".
'Gravíssima agressão militar'
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez fique encarregada da Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.
Horas após o ataque contra a Venezuela, Trump advertiu que Cuba, México e Colômbia poderiam ser os próximos alvos de Washington.
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma mensagem "ao mundo e aos EUA", na qual reiterou a "vocação pela paz" de seu país, ressaltou a necessidade de respeitar o princípio da "não interferência" e destacou a necessidade de trabalhar com Washington "em uma agenda conjunta de cooperação voltada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito da legalidade internacional e que fortaleça uma coexistência comunitária duradoura".
