PDVSA anuncia negociações com os EUA para a venda de 'volumes de petróleo bruto'

A ação está sendo realizada, segundo comunicado da entidade, "no âmbito das relações comerciais existentes entre os dois países".

A empresa petrolífera estatal venezuelana, Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), anunciou nesta quarta-feira (7) que está atualmente em "negociação" com os EUA para a venda de "volumes de petróleo bruto".

Segundo comunicado da entidade divulgado pelas redes sociais, a negociação está ocorrendo "no âmbito das relações comerciais existentes entre os dois países".

A empresa venezuelana explica que o processo está sendo realizado sob esquemas semelhantes aos vigentes com empresas internacionais, como a Chevron, e "baseia-se em uma transação estritamente comercial, com critérios de legalidade, transparência e benefício" para ambas as partes.

"A PDVSA reafirma seu compromisso de continuar construindo alianças que promovam o desenvolvimento nacional em benefício do povo venezuelano e contribuam para a estabilidade energética global", conclui o comunicado.

Sanções

Assim se pronuncia a emissora estatal venezuelana, quatro dias após a agressão militar perpetrada pelos EUA contra a Venezuela, que incluiu o bombardeio de Caracas e outros estados e resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Antes do anúncio da PDVSA, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, vangloriou-se de que a Venezuela não pode transportar seu petróleo sem a permissão das autoridades norte-americanas, em decorrência da agressão militar.

"Eles não podem transferir o petróleo a menos que nós permitamos, porque temos sanções e estamos as cumprindo. Isso representa uma enorme vantagem", afirmou, referindo-se especificamente ao acordo entre Washington e a PDVSA. O funcionário indicou que não poderia fornecer uma data específica para a retomada das exportações de petróleo venezuelano.

Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que os EUA decidiram suspender "seletivamente" uma série de sanções impostas à indústria petrolífera da Venezuela, a fim de "permitir o transporte e a venda de petróleo bruto e derivados venezuelanos para o mercado mundial".

Pouco antes, o próprio presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que "as autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade e licenciado aos EUA"; e especificou que ele próprio controlaria o dinheiro obtido com a venda desse petróleo bruto.

'Gravíssima agressão militar'