
EUA retiram 'seletivamente' sanções para permitir transporte e venda de petróleo bruto venezuelano

Os Estados Unidos decidiram suspender "seletivamente" uma série de sanções impostas à indústria petrolífera da Venezuela, a fim de "permitir o transporte e a venda de petróleo bruto e derivados venezuelanos para o mercado mundial".
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, fez o anúncio em comunicado à imprensa nesta quarta-feira (7). "Os EUA estão suspendendo seletivamente as sanções para permitir o transporte e a venda de petróleo bruto e derivados venezuelanos para o mercado global", disse.

Anteriormente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, vangloriou-se de que a Venezuela não pode transportar seu petróleo sem a permissão das autoridades americanas, porque estas são responsáveis por apreender o tráfego de petroleiros que saem da Venezuela, especialmente após a agressão militar de Washington contra o país latino-americano ocorrida neste sábado (3).
"Eles não podem transferir o petróleo a menos que nós permitamos, porque temos sanções e estamos as aplicando. Isso representa uma enorme vantagem", afirmou, referindo-se ao acordo entre Washington e a estatal petrolífera venezuelana PDVSA.
O alto funcionário acrescentou que não poderia fornecer uma data específica para a retomada das exportações de petróleo da Venezuela.
Rubio também afirmou que os EUA têm atualmente "um controle tremendo sobre as autoridades 'interinas' da Venezuela". Ele também anunciou que as autoridades venezuelanas solicitaram que o petróleo encontrado em um dos petroleiros detidos no Caribe fosse incluído no acordo energético.
"Eles entendem que a única maneira de transportar petróleo e gerar receita sem sofrer um colapso econômico é cooperando com os EUA", enfatizou.
Além disso, Rubio revelou o roteiro dos EUA para a Venezuela. "O primeiro passo é estabilizar o país [...] Tomaremos entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo. Venderemos no mercado a preços de mercado. Controlaremos como esse dinheiro será distribuído", afirmou o alto funcionário.
A segunda fase será a "recuperação", garantindo o acesso ao mercado venezuelano para Washington, o Ocidente e outros países. "A terceira fase será a transição".
