Washington pretende processar a tripulação do petroleiro de bandeira russa apreendido pelos EUA no Oceano Atlântico, afirmou na quarta-feira (7) a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
"O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciaram a apreensão esta manhã por violações das sanções dos EUA", afirmou a porta-voz.
Leavitt enfatizou que o governo Trump "implementará integralmente a política de sanções dos Estados Unidos", afirmando que a embarcação foi apreendida "em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal americano, após ter sido rastreada".
"Esta era uma embarcação da frota fantasma venezuelana, transportando petróleo sujeito a sanções. E os Estados Unidos, sob a liderança deste presidente, não tolerarão isso", reiterou.
"Gostaria também de acrescentar que a embarcação tinha uma ordem judicial de apreensão, assim como a tripulação, o que significa que agora estão sujeitos a processo por quaisquer violações aplicáveis da lei federal e serão trazidos aos Estados Unidos para tal processo, se necessário", concluiu.
Empresa russa denuncia perseguição naval dos EUA
Na terça-feira (7), a empresa russa BurevestMarin denunciou a tentativa dos EUA de interceptar o petroleiro russo 'Marinera' no Atlântico Norte durante uma tempestade.
"Nossa embarcação civil, que não transporta carga e navega em lastro, está sendo perseguida há algum tempo pela Guarda Costeira dos EUA", afirmou a empresa, acrescentando que, apesar das "repetidas tentativas do capitão de comunicar a identidade e a natureza civil da embarcação de bandeira russa, a perseguição continua com vigilância aérea coordenada por aeronaves de reconhecimento P-8A Poseidon da Marinha dos EUA".
Nesta quarta-feira, o Comando Europeu dos EUA (EUCOM) confirmou a detenção do petroleiro no Atlântico Norte. A embarcação, identificada nos registros dos EUA como 'M/V Bella 1', foi abordada e detida por pessoal da Guarda Costeira dos EUA durante a operação. O EUCOM acusa o navio de violar as sanções dos EUA.
Por sua vez, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, ao comentar a apreensão do petroleiro, declarou que "o bloqueio ao petróleo venezuelano, tanto o sancionado quanto o ilícito, permanece em pleno vigor em qualquer lugar do mundo".
Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia havia denunciado a crescente e desproporcional atenção que a Marinha dos EUA vem dedicando ao seu petroleiro, o Marinera, em águas internacionais.
A chancelaria detalhou que uma embarcação da Guarda Costeira dos EUA estava perseguindo o petroleiro há dias, o qual se encontrava a cerca de 4 mil km da costa norte-americana. "Esperamos que os países ocidentais, que declaram seu compromisso com a liberdade de navegação em alto-mar, comecem a se concentrar em si mesmos ao implementar esse princípio", enfatizou o ministério.