
Reação da Rússia à apreensão, pelos EUA, do petroleiro de bandeira russa no Atlântico

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reagiu à apreensão de um petroleiro de bandeira russa no Oceano Atlântico pelos EUA, exigindo que o lado americano garanta tratamento humano à tripulação.

"Tendo em vista as informações recebidas sobre a presença de cidadãos russos entre a tripulação, exigimos que o lado americano lhes garanta um tratamento humano e digno, respeite rigorosamente seus direitos e interesses e não impeça seu retorno imediato à pátria", declarou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Empresa russa denuncia perseguição naval dos EUA
Na terça-feira (7), a empresa russa BurevestMarin denunciou a tentativa dos EUA de interceptar o petroleiro russo 'Marinera' no Atlântico Norte durante uma tempestade.
"Nossa embarcação civil, que não transporta carga e navega em lastro, está sendo perseguida há algum tempo pela Guarda Costeira dos EUA", afirmou a empresa, acrescentando que, apesar das "repetidas tentativas do capitão de comunicar a identidade e a natureza civil da embarcação de bandeira russa, a perseguição continua com vigilância aérea coordenada por aeronaves de reconhecimento P-8A Poseidon da Marinha dos EUA".
Nesta quarta-feira, o Comando Europeu dos EUA (EUCOM) confirmou a detenção do petroleiro no Atlântico Norte. A embarcação, identificada nos registros dos EUA como 'M/V Bella 1', foi abordada e detida por pessoal da Guarda Costeira dos EUA durante a operação. O EUCOM acusa o navio de violar as sanções dos EUA.
Por sua vez, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, ao comentar a apreensão do petroleiro, declarou que "o bloqueio ao petróleo venezuelano, tanto o sancionado quanto o ilícito, permanece em pleno vigor em qualquer lugar do mundo".
Anteriormente, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia havia denunciado a crescente e desproporcional atenção que a Marinha dos EUA vem dedicando ao seu petroleiro, o Marinera, em águas internacionais.
A chancelaria detalhou que uma embarcação da Guarda Costeira dos EUA estava perseguindo o petroleiro há dias, o qual se encontrava a cerca de 4 mil km da costa norte-americana. "Esperamos que os países ocidentais, que declaram seu compromisso com a liberdade de navegação em alto-mar, comecem a se concentrar em si mesmos ao implementar esse princípio", enfatizou o ministério.
