EUA planejam controlar vendas de petróleo da Venezuela 'indefinidamente'

Um secretário da administração Trump revelou alguns detalhes sobre suas intenções com o petróleo venezuelano.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, anunciou nesta quarta-feira (7) que o governo de Donald Trump planeja controlar as vendas de petróleo da Venezuela "indefinidamente".

"Vamos colocar esse petróleo em movimento novamente e vendê-lo como fizemos em nossos negócios. Vamos comercializar o petróleo que sai da Venezuela. Primeiro, esse petróleo armazenado será garantido e, depois, indefinidamente, venderemos a produção que sair da Venezuela no mercado", disse.

Em uma coletiva de imprensa sobre energia e o "acordo energético" entre os EUA e a Venezuela, poucos dias depois de Washington atacar o território venezuelano, Wright afirmou que "décadas de corrupção" minaram a infraestrutura petrolífera do país caribenho, de acordo com a inteligência americana.

Na véspera, Trump garantiu que "as autoridades provisórias da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade e autorizados aos EUA".

"Esse petróleo será vendido a preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos EUA, para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos EUA!", destacou em sua rede social, Truth Social.

Uma nota do Financial Times já antecipava que as refinarias americanas se preparavam para um aumento das importações de petróleo venezuelano, o que as tornaria as primeiras beneficiárias da agressão militar dos EUA contra a Venezuela.

Analistas antecipam que as refinarias da costa do Golfo estão bem posicionadas para absorver os carregamentos de petróleo, uma vez que foram concebidas para processar petróleo pesado, como o venezuelano.

'Gravíssima agressão militar'

Maduro rejeita as acusações

Em sua primeira aparição perante o Tribunal Distrital do Sul de Nova York, em 6 de janeiro, Maduro declarou-se inocente das acusações contra ele. "Sou o presidente da Venezuela e me considero um prisioneiro de guerra. Fui capturado em minha casa em Caracas", afirmou .

"Não sou culpado, sou um homem decente, ainda sou o presidente do meu país", continuou ele perante o juiz Alvin Hellerstein. 

Em ocasiões anteriores, o presidente venezuelano insistiu que o verdadeiro motivo por trás da suposta luta de Washington contra o narcotráfico é o desejo de se apoderar do petróleo bruto da Venezuela.