
Comando Europeu dos EUA confirma a detenção do petroleiro russo no Atlântico

O Comando Europeu das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUCOM) confirmou a operação para deter o petroleiro russo Marinera no Atlântico Norte. O navio, identificado nos registros americanos como M/V Bella 1, foi abordado e detido por membros da Guarda Costeira dos EUA durante a intervenção.
‼️RELATOS APONTAM TENTATIVA DE DESEMBARQUE EM PETROLEIRO RUSSO NO ATLÂNTICOAnteriormente, os EUA realizaram a perseguição do navio e a empresa russa BurevestMarin denunciou a tentativa de Washington de interceptá-lo.URGENTE: https://t.co/tcSvjZh8gRpic.twitter.com/wP8PovRxFL
— RT Brasil (@rtnoticias_br) January 7, 2026
"O Departamento de Justiça e Segurança Nacional, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciou hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar as sanções impostas pelos Estados Unidos. O navio foi apreendido no Atlântico Norte por força de uma ordem judicial emitida por um tribunal federal americano após ter sido rastreado pelo USCGC Munro", diz o comunicado publicado em X.
Empresa russa denuncia perseguição naval dos EUA
A empresa russa BurevestMarin denunciou na terça-feira (06) que os EUA tentaram interceptar o petroleiro Marinera no Atlântico Norte, em meio a uma tempestade.

Em um comunicado, a empresa afirmou: "Nosso navio civil, que não transporta carga e navega com lastro, está sendo perseguido há algum tempo pela Guarda Costeira dos Estados Unidos", apesar das tentativas do capitão de se identificar. A vigilância contou com a participação de aeronaves P-8A Poseidon da Marinha dos Estados Unidos.
A empresa alertou que, segundo suas fontes, os EUA "planejam interceptar o navio em breve" e instou Washington a "agir com moderação" e permitir uma resolução pacífica de acordo com o direito marítimo internacional.
Chancelaria russa destaca a atenção desproporcional dos EUA ao navio
No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que acompanha com preocupação a crescente e desproporcional atenção da Marinha dos EUA ao petroleiro russo, que está navegando em águas internacionais do Atlântico Norte.
A Chancelaria informou que, há vários dias, um navio da Guarda Costeira dos EUA vem perseguindo o petroleiro russo, apesar de ele estar a aproximadamente 4.000 quilômetros da costa dos Estados Unidos.
"Esperamos que os países ocidentais, que declaram seu compromisso com a liberdade de navegação em alto mar, comecem a se concentrar em si mesmos ao implementar esse princípio", enfatizou Moscou.
