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Forças dos EUA interceptam petroleiro russo no Atlântico

Anteriormente, houve uma perseguição ao navio por parte dos EUA, o que levou a empresa russa BurevestMarin a denunciar a tentativa de Washington de interceptá-lo.
Forças dos EUA interceptam petroleiro russo no AtlânticoRT

Uma tentativa de abordar o petroleiro russo "Marinera", que se encontra no Atlântico Norte, foi realizada nesta quarta-feira (07), informou uma fonte à RT. Nas imagens captadas no local, observa-se um helicóptero muito próximo ao navio.

Enquanto isso, a Reuters informa, citando dois funcionários dos EUA, que a Guarda Costeira e o Exército dos EUA estão realizando uma operação para apreender o petroleiro.

Pouco depois, o Comando Europeu dos EUA confirmou a detenção do navio "Marinera", anteriormente denominado "Bella 1".

EUA perseguiam o petroleiro

Na terça-feira (06), a empresa russa BurevestMarin denunciou a tentativa dos EUA de interceptar o petroleiro russo "Marinera" no Atlântico Norte em meio a uma tempestade.

"Nosso navio civil, que não transporta carga e navega com lastro, está sendo perseguido há algum tempo pela Guarda Costeira dos Estados Unidos. Apesar das repetidas tentativas do capitão de comunicar a identidade e o caráter civil do navio com bandeira russa, a perseguição continua com a vigilância aérea coordenada por aviões de reconhecimento P-8A Poseidon da Marinha dos Estados Unidos", diz o comunicado da empresa.

A empresa comunicou então que, de acordo com informações de fontes públicas, os EUA "planejam interceptar o navio em breve".

Ao alertar sobre a tentativa de interceptação, a empresa instou os EUA a "agir com moderação e permitir uma resolução pacífica por meio do direito marítimo internacional, em vez de arriscar vidas em condições de tempestade".

Chancelaria russa destaca a atenção desproporcional dos EUA ao navio

No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que acompanha com preocupação a crescente e desproporcional atenção da Marinha dos EUA ao petroleiro russo, que está navegando em águas internacionais do Atlântico Norte.

A Chancelaria informou que, há vários dias, um navio da Guarda Costeira dos EUA vem perseguindo o petroleiro russo, apesar de ele estar a aproximadamente 4.000 quilômetros da costa dos Estados Unidos.

"Esperamos que os países ocidentais, que declaram seu compromisso com a liberdade de navegação em alto mar, comecem a se concentrar em si mesmos ao implementar esse princípio", enfatizou Moscou.