Washington elevou o tom na disputa pela Groenlândia ao declarar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera a aquisição do território ártico uma "prioridade de segurança nacional".
Em comunicado enviado à CNN, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que "adquirir a Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos Estados Unidos e é vital para dissuadir nossos adversários na região ártica".
De acordo com a declaração, Trump e sua equipe "estão discutindo uma série de opções para perseguir esse importante objetivo de política externa". A porta-voz acrescentou que "é claro que usar o Exército dos EUA é sempre uma opção à disposição do comandante-chefe", em uma formulação que reforça a dimensão estratégica que o governo atribui ao controle do território, dependente do Reino da Dinamarca.
A ilha mais cobiçada pelos Estados Unidos
- Trump está empenhado em conseguir "de uma forma ou de outra" que a Groenlândia passe a fazer parte dos EUA, argumentando que navios de várias nações navegam perto da costa norte americana, pelo que Washington deve "ter cuidado". "Precisamos mesmo da Groenlândia, sem dúvida. Precisamos dela para a nossa defesa", insistiu Trump.
- A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse que "não faz sentido falar da necessidade de os EUA se apropriarem da Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar um dos três países da Comunidade do Reino da Dinamarca".
- No sábado passado (03), Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, publicou uma imagem de um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a legenda "em breve". A primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou a foto como "desrespeitosa" e ratificou que o país "não está à venda".
- Posteriormente, o próprio Stephen Miller afirmou que "para que os Estados Unidos garantam a região ártica, para proteger e defender a OTAN e seus interesses, obviamente a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos".