'Se vão levar Nicolás, que me levem também': Cabello conta como Cilia Flores 'enfrentou' as tropas dos EUA

"Não iam levar Cilia, iam levar apenas o presidente Nicolás Maduro", comentou o ministro das Relações Internas.

O ministro das Relações Internas, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, comentou o momento em que a Primeira Combatente e deputada, Cilia Flores, "se posicionou" firmemente diante das tropas dos EUA que invadiram o território venezuelano para sequestrar o presidente Nicolás Maduro, no último fim de semana.

"Eles não iam levar Cilia, iam levar apenas o presidente Nicolás Maduro, e Cilia se posicionou e disse: 'Se vão levá-lo, têm que me levar também'", detalhou Cabello durante um comício recentemente em Caracas, onde a multidão exige a libertação imediata do presidente Maduro e de sua esposa, após terem sido levados para os EUA e acusados de suposto "narcoterrorismo", acusação da qual ambos se declararam completamente inocentes.

A invasão do território venezuelano deixou "dezenas" de pessoas mortas, entre civis e militares. A incursão também foi apontada como uma violação de direitos fundamentais, como a soberania do país, a imunidade presidencial do mandatário e direitos humanos como o direito à vida, à segurança e à paz.

'Gravíssima agressão militar'

Maduro rejeita as acusações

Em sua primeira aparição perante o Tribunal Distrital do Sul de Nova York, em 6 de janeiro, Maduro declarou-se inocente das acusações contra ele. "Sou o presidente da Venezuela e me considero um prisioneiro de guerra. Fui capturado em minha casa em Caracas", afirmou .

"Não sou culpado, sou um homem decente, ainda sou o presidente do meu país", continuou ele perante o juiz Alvin Hellerstein. 

Em ocasiões anteriores, o presidente venezuelano insistiu que o verdadeiro motivo por trás da suposta luta de Washington contra o narcotráfico é o desejo de se apoderar do petróleo bruto da Venezuela.