Zelensky e seus aliados dão um passo rumo ao envio de tropas estrangeiras para a Ucrânia

França, Reino Unido e Ucrânia assinaram nesta terça-feira (6) uma declaração de intenções para o envio de tropas para solo ucraniano após o cessar-fogo no conflito.
"A 'Força Multinacional para a Ucrânia' atuará como força de segurança para reforçar as garantias da Ucrânia e sua capacidade de restaurar a paz e a estabilidade, apoiando a regeneração das próprias forças ucranianas", lê-se no site do gabinete do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Segundo o presidente francês, a declaração estabelece os "componentes das garantias de segurança", que incluem o estabelecimento de um mecanismo de monitoramento do cessar-fogo sob a liderança dos EUA, o apoio às Forças Armadas da Ucrânia e um compromisso legal de apoiar Kiev "em caso de um novo ataque da Rússia".
Starmer, por sua vez, afirmou que Londres e Paris concordaram em estabelecer "centros militares" na Ucrânia, assim que um cessar-fogo for acordado.
Inaceitável para a Rússia
Moscou descreveu repetidamente o destacamento de contingentes militares estrangeiros na Ucrânia como inaceitável.
"Já dissemos cem vezes que, nesse caso, eles se tornarão um alvo legítimo para nossas Forças Armadas ", disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em dezembro.
Na opinião de Lavrov, "o 'partido da guerra' europeu, que investiu seu capital político na ideia de infligir uma 'derrota estratégica' à Rússia", não tem piedade "dos ucranianos nem de sua própria população".
