Em declaração conjunta divulgada na segunda-feira (6), líderes de sete países europeus afirmaram que a segurança no Ártico continua sendo uma prioridade estratégica para a Europa, com ênfase especial na importância da Groenlândia.
O texto é assinado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e os primeiros-ministros da Itália, Giorgia Meloni, da Polônia, Donald Tusk, da Espanha, Pedro Sánchez, do Reino Unido, Keir Starmer, e da Dinamarca, Mette Frederiksen.
"O Ártico permanece uma prioridade fundamental para a Europa e é essencial para a segurança internacional e transatlântica", afirmaram os líderes no documento.
A declaração destaca que os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) têm ampliado a sua presença e investimentos na região como forma de garantir estabilidade e dissuadir possíveis adversários. O texto também reitera que o Reino da Dinamarca — incluindo a Groenlândia — faz parte integrante da aliança militar.
De acordo com o comunicado, a segurança do Ártico deve ser garantida de forma coletiva, em cooperação com os aliados da OTAN, incluindo os Estados Unidos. O grupo reafirma o compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas, entre eles a soberania, a integridade territorial e a inviolabilidade das fronteiras.
Os líderes também sublinharam o papel central dos Estados Unidos como parceiro essencial na defesa da região, tanto como membro da OTAN quanto por meio do acordo de defesa firmado em 1951 entre Washington e Copenhague.
"Groenlândia pertence ao seu povo. Cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos relacionados à Dinamarca e à Groenlândia", conclui a declaração, reforçando que quaisquer decisões relacionadas ao território devem ser tomadas exclusivamente por autoridades dinamarquesas e groenlandesas.