
Rússia expressa sua disposição em continuar prestando apoio necessário à amiga Venezuela

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia expressou nesta terça-feira (06) sua disposição em continuar prestando o apoio necessário à amiga Venezuela e reafirmou sua solidariedade ao povo e ao governo venezuelanos após a agressão militar dos Estados Unidos e o sequestro do presidente Nicolás Maduro.
"Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar prestando o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela”, diz o comunicado do órgão.

A Chancelaria russa também indicou que a posse de Delcy Rodríguez como presidente encarregada da Venezuela demonstra a determinação das autoridades do país em "garantir a unidade e preservar a estrutura vertical de poder estabelecida de acordo com a legislação nacional, mitigar os riscos de uma crise constitucional e criar as condições necessárias para um maior desenvolvimento pacífico e estável da Venezuela diante das flagrantes ameaças neocoloniais e da agressão armada do exterior".
Nesse contexto, Moscou destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Defendemos constantemente a distensão da situação atual e a resolução dos problemas existentes por meio do diálogo construtivo e do respeito ao direito internacional, principalmente à Carta das Nações Unidas", afirmou o Ministério das Relações Exteriores, garantindo que a América Latina e o Caribe devem continuar sendo uma zona de paz.
'Gravíssima agressão militar'
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3) um ataque "em grande escala" em território venezuelano que, segundo o Governo do país sul-americano, atingiu a capital, Caracas, e os estados de Miranda, La Guaira e Aragua, deixando vítimas fatais entre militares e civis. Caracas classificou a operação como uma "gravíssima agressão militar".
Após a detenção do presidente Nicolás Maduro, qualificada pelo Governo venezuelano como um "sequestro", o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez fique encarregada da Presidência.
O mandatário venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores, foram transferidos para os Estados Unidos e estão atualmente detidos em Nova York, à espera de julgamento por "conspiração narcoterrorista, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".
Diversos países ao redor do mundo, entre eles a Rússia, instaram à libertação de Maduro e de sua esposa. Moscou repudiou o ataque e afirmou que a Venezuela deve ter o direito de decidir seu próprio destino sem qualquer tipo de intervenção externa.
Horas após o ataque contra a Venezuela, Trump advertiu que Cuba, México e Colômbia poderiam ser os próximos alvos de Washington.
A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma mensagem "ao mundo e aos EUA", na qual reiterou a "vocação pela paz" de seu país, ressaltou a necessidade de respeitar o princípio da "não interferência" e destacou a necessidade de trabalhar com Washington "em uma agenda conjunta de cooperação voltada para o desenvolvimento compartilhado, no âmbito da legalidade internacional e que fortaleça uma coexistência comunitária duradoura".
