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EUA podem impor seu controle sobre a Groenlândia antes do 4 de julho, informa Politico

Segundo o jornal, Washington aproveitaria uma "janela de oportunidade" nos próximos meses, antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para novembro de 2026.
EUA podem impor seu controle sobre a Groenlândia antes do 4 de julho, informa PoliticoLegion-media.ru / Ciaran Kelly

Um artigo recente publicado na Politico afirma que os Estados Unidos poderiam estabelecer o controle sobre a Groenlândia antes do dia 4 de julho, acendendo os alarmes em várias capitais europeias. De acordo com o relatório, Washington poderia explorar uma "janela de oportunidade" nos próximos meses, antes das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos em novembro de 2026 e coincidindo com o 250º aniversário da independência americana.

O relatório surge após recentes episódios de tensão geopolítica e à luz das declarações do presidente Donald Trump, que reiterou que os EUA "precisam" da Groenlândia e a consideram fundamental para a segurança nacional. O Politico indica que a Casa Branca poderia optar por uma campanha de influência política para alterar o equilíbrio interno da ilha, um território autônomo dentro do Reino da Dinamarca, sem ter que recorrer a operações militares como a executada recentemente na Venezuela.

Direito à anexação

A ideia reacendeu um conflito diplomático com Copenhague. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que "não faz sentido" falar sobre os Estados Unidos assumirem o controle da ilha e ressaltou que Washington "não tem o direito de anexar" nenhum dos três países do Reino da Dinamarca. De Nuuk, a premiê da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou como "desrespeitosas" as provocações nas redes sociais e lembrou que "a Groenlândia não está à venda".

O debate se intensificou depois que Katie Miller, esposa do assessor da Casa Branca Stephen Miller, publicou nas redes sociais um mapa da Groenlândia coberto com a bandeira americana e a palavra "SOON" (EM BREVE), o que motivou respostas de apoio à soberania groenlandesa por parte do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, e do presidente finlandês, Alexander Stubb.

Risco "real e sério"

Trump, questionado por jornalistas durante o fim de semana, insistiu que o controle da Groenlândia é vital para os EUA e afirmou que até mesmo a União Europeia "precisa" que Washington o exerça. O Politico citou o analista Mujtaba Rahman, do Eurasia Group, que alertou que o risco de uma ofensiva pela influência é "real e sério", com possíveis tentativas de ganhar apoio local para ampliar a presença militar e civil dos EUA na ilha.

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